Mesmo pagando mais impostos em 2014 as pequenas e médias empresas continuam resistindo à crise

    Enquanto o pagamento do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) baseado na estimativa mensal de lucro das grandes empresas, na maioria do setor financeiro, caiu pouco mais de 14% no primeiro semestre de 2014, o pagamento desse mesmo imposto por pequenas e médias empresas, que fazem a declaração através de lucro presumido, teve crescimento de 6,38% além da inflação para o mesmo período.
    Para as pequenas e médias empresas a arrecadação passou de R$22,32 bilhões no primeiro semestre de 2013 para R$23,74 bilhões para igual período em 2014. Já para as grandes empresas esses número, descontado IPCA, foram de R$55,49 bilhões nos primeiros seis meses de 2013 passando para R$47,56 bilhões no primeiro semestre de 2014.
    Isso deixa claro que o pequeno crescimento em critérios de arrecadação federal para os primeiros seis meses do ano, que ficou somente em 0,28% acima da inflação, não é culpa de todos os setores da economia do país. Com os dados é notório que a redução na arrecadação dos impostos ficou reduzida por conta das grandes empresas, em sua grande maioria do setor financeiro.
    O desempenho considerável das pequenas e médias empresas está atrelado à chamada manutenção do consumo que, mesmo com a freada da economia, continua crescendo. Foram 1,71% de crescimento na comparação do primeiro semestre de 2013 com os primeiros seis meses de 2014, de acordo com o IBGE.

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