Por que fazer a declaração do imposto de renda?

    É comum com o início do ano diversas despesas e obrigações já serem conhecidas e aguardadas pela população. Os gastos com impostos e materiais escolares são os mais populares e já figuram no planejamento anual das famílias.
    Entretanto, um outro imposto é bastante conhecido de outras pessoas e, geralmente, causa uma boa corrida contra o relógio e medo em quem precisa ficar em dia com ele: o Imposto de Renda. O leão, como é chamado, também bate à porta todo início de ano e demanda muita atenção e importância de quem precisa declarar.
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    O que é?

    O Imposto de Renda é um tributo que existe em diversos países, como no Brasil, e visa cobrar dos contribuintes uma certa quantia com base na sua renda no período anterior. O cálculo do valor tem como base os rendimentos fruto do trabalho, do capital ou de ambos. Aqui, o tributo é estabelecido com base nos ganhos do ano anterior e é devido diretamente à União.
    O tributo segue três características principais:
    A generalidade: garantindo que todo contribuinte tenha seus rendimentos tributados;
    A universalidade: atingindo todos os rendimentos tributáveis do contribuinte;
    A progressividade: permitindo que pessoas com rendimentos menores tenham alíquotas menores que pessoas com rendimentos maiores, além de estipular um piso para a cobrança do tributo.
    Essas três características asseguram que o governo mantenha a sua arrecadação e também proporcione, em uma determinada escala, a redistribuição de renda.
    O Imposto de Renda pode ser tanto de pessoa física quanto de pessoa jurídica.
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    Quem precisa declarar?

    As regras sobre a incidência do Imposto de Renda são as seguintes:
     

    Imposto de Renda de Pessoa Jurídica

    Incide sobre todas as pessoas jurídicas e físicas a elas equiparadas, que possuam domicílio no país. O IRPJ é apurado, então, com base no lucro, que pode ser real, presumido ou arbitrado. A alíquota do imposto é de 15% sobre o lucro apurado, com adicional de 10% sobre a parcela do lucro que exceder R$ 20.000,00 / mês.
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    Imposto de Renda de Pessoa Física

    Incide sobre a renda e os proventos de todos os contribuintes que morem no Brasil ou possuam rendas que tenha o país como fonte. Possui alíquotas que mudam de acordo com a renda, de forma que aqueles que menos possuem não sejam prejudicados.
    São isentos de pagar o Imposto de Renda:

    Ano-calendário Valores de renda mensais (R$)
    A partir do mês de abril do ano-calendário de 2015 até 1.903,98
    2015, até o mês de março até 1.787,77
    2014 até 1.787,77

    Para valores superiores são aplicadas as alíquotas conforme a tabela (dados do IR de 2016):
    A partir do mês de abril do ano-calendário de 2015:

     Base de cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a deduzir do IRPF (R$)
    Até 1.903,98
    De 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80
    De 2.826,66 até 3.751,05 15 354,80
    De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13
    Acima de 4.664,68 27,5 869,36

    É importante pontuar também que é possível declarar o seu Imposto de Renda mesmo não estando dentro da obrigatoriedade. Tal prática auxilia na restituição e na transformação dos seus impostos em serviços públicos de melhor qualidade.
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    Caso você se encaixe em uma das categorias acima, é muito importante já organizar suas informações e buscar os dados para declarar. Caso queira saber melhor como fazer a declaração, baixe o nosso e-book “Como fazer a declaração do Imposto de Renda”.
     

    Quais os prazos?

    Em 2017 os processos referentes ao Imposto de Renda possuirão os seguintes prazos:
    20 de janeiro – Disponibilização dos programas para download;
    23 de fevereiro – Disponibilização do Programa Gerador do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física 2017;
    02 de março – Início do prazo para entrega do Imposto de Renda;
    28 de abril – Fim do prazo para entrega do Imposto de Renda.
    Aproximadamente entre junho e dezembro – Restituições. Os contribuintes que fizerem a entrega do seu documento antes recebem primeiro, se tiverem direito, a restituição. Idosos, portadores de doenças graves e deficientes possuem prioridade.
     

    O que é a restituição?

    A restituição do Imposto de Renda acontece quando o contribuinte, ao longo do ano, pagou imposto a mais. Na hora que o programa recebe a declaração, ele faz as contas e, quem tem muitas deduções, como despesas médicas e dependentes, ganha descontos. Esses descontos podem acabar resultando em dinheiro a receber do governo.
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    Se você tiver valores a receber, é preciso ficar atento, ao longo do ano o governo libera lotes de restituição, geralmente entre os meses de junho e dezembro. Ela é corrigida pela taxa Selic, mas a partir do momento em que está disponível para o contribuinte ela não é mais alterada.
    Os lotes de pagamento priorizam idosos, portadores de doenças graves e pessoas com deficiência mental ou física. Após esses, a distribuição é feita por ordem de entrega da declaração.
     

    Por que declarar?

    Para as empresas, a principal motivação em declarar o Imposto de Renda é a certificação de que todos os tributos estão sendo pagos como devem e a empresa tem crescido e se desenvolvido de forma legal e de acordo com o Fisco. Esse controle feito para a declaração pode auxiliar na observação da saúde da empresa e nas análises de desempenho do ano. É através do imposto, também, que a empresa retorna para a sociedade, em forma de serviços financiados pelo dinheiro arrecadado, uma certa contribuição.
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    Já para os cidadãos, é uma forma de recolher os impostos pagos em excesso, garantir e provar a legalidade dos seus proventos e contribuir, também, com a sociedade através dos serviços beneficiados.
    As principais áreas que recebem os investimentos vindos do Imposto de Renda são a saúde, a educação e o desenvolvimento social – através de programas como o Bolsa Família, que dá uma vida mais digna a milhares de pessoas de todo o país.
    Fazer o recolhimento do tributo não é suficiente, no entanto, é necessário acompanhar os investimentos realizados pelo Estado e verificar de perto os impactos que os tributos pagos por você e sua empresa têm gerado na sociedade.
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