Gestão de risco empresarial: a importância de medir, controlar e prever

    Não é de hoje que as empresas brasileiras encontram problemas com a gestão dos seus negócios. O que não é medido não é controlado, assim, quando o risco não é medido, pode atingir diretamente o caixa da empresa.
    O risco é associado a um conjunto de eventos, em que esses influenciam o objetivo definido da empresa, afetando fatores como: custo, tempo, qualidade do objetivo final e escopo. Dessa maneira, quando o risco é mal administrado, há grandes probabilidades de encarecer a operação, gerar custos financeiros, diminuir as margens e tirar a eficiência, gerando como consequência custos altíssimos.

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    Grandes empreendimentos no país, em sua grande parte, adotam o modelo que estrutura sua área de risco direcionada apenas para a esfera financeira. Entretanto, com o foco unidirecional, é possível avaliar apenas os números da corporação e acompanhar somente alguns indicadores do mercado. Assim, a análise é limitada e rasa quando levado em conta a complexidade, competitividade e conectividade do mercado atual.
    Para evitar ou mitigar os riscos, algumas dicas podem ser citadas a fim de melhorar práticas de infraestruturas, políticas e metodologias nas diversas áreas de aplicação, possibilitando uma melhor gestão dos limites de riscos aceitáveis, do capital, do gerenciamento do portfólio e da precificação. Uma gestão de risco eficaz deve atender aos seguintes princípios:

    • Basear-se nas melhores informações disponíveis;
    • Abordar explicitamente à incerteza;
    • Ser considerada no processo de tomada de decisões;
    • Proteger e criar valor para as organizações;
    • Ser sistemática, estruturada e oportuna;
    • Ser parte integrante de todos os processos organizacionais;
    • Ser transparente e inclusiva;
    • Estar diretamente ligada aos contextos internos e externos da organização com o perfil do risco;
    • Permitir a melhoria contínua dos processos da organização;
    • Ser dinâmica, interativa e capaz de reagir às mudanças;
    • Considerar os fatores culturais e humanos.

    Deve-se tem em mente que as empresas são organismos vivos e estão sujeitas aos mais diversos fatores externos e internos. A forma como aproveitam as oportunidades e seus relacionamentos também precisam ser levados em consideração e estar sempre na órbita dos administradores.
    É indispensável nesse cenário que o Conselho de Administração, o qual é responsável pelo direcionamento do planejamento estratégico e que deve em última instância avaliar a situação, consiga estruturar essa área e cobrar de seus executivos e gestores que o risco não seja trabalhado apenas no estrito cumprimento regulatório e legal. É preciso saber avançar com segurança e ser ousado, confeccionando mecanismos em constante evolução para evitar as incertezas, propagando assim a transparência.
    O impacto (ou riscos por perda) e suas probabilidade de ocorrência na gestão de risco devem receber prioridade dentro de um determinado contexto definido pela organização. A gestão deve identificar os riscos intangíveis que, muitas vezes, são camuflados pelos estabelecimentos devido à falta de capacidade de identificação/entendimento dos mesmos. A existência do risco é consequência de muitos fatores que não são correlacionados pela organização, sendo assim, não identificados. O processo de gestão de riscos deve:

    • Analisar as vulnerabilidades dos ativos críticos e as ameaças especificas;
    • Definir o contexto para a análise do risco;
    • Identificar, caracterizar e avaliar o impacto de sua ocorrência;
    • Monitorar e fazer críticas dos resultados;
    • Tratar os riscos, identificando e priorizando ações para reduzi-los;
    • Avaliar os riscos pela probabilidade esperada e o impacto decorrente.


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    Algumas outras questões relevantes devem ser calculadas quando queremos avaliar de uma maneira mais efetiva o andamento dos negócios e seus resultados nos longos, médios e curtos prazos. Veja alguma delas que devem receber uma atenção especial.

    • Aumento do preço dos insumos;
    • Concentração de clientes e fornecedores;
    • Falha na implementação de novas tecnologias;
    • Mudanças regulatórias;
    • Dowgrades nos ratings para obtenção de crédito;
    • Mudanças na legislação trabalhista;
    • Alterações na diplomacia nacional que podem afetar a rotina empresarial.

    A lei anticorrupção e ajustes de compliance (conjunto de disciplinas para fazer cumprir as normais legais e regulamentares, políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da instituição) podem ser vistos como uma espécie de risco para operações acostumadas a trabalhar em mercados poucos transparentes e com entes públicos.
    O Big Data (termo que descreve o imenso volume de dados, estruturados ou não, que impactam os negócios no dia a dia) e a gestão de informações em muitos estabelecimentos, ainda são tratados apenas como questão operacional e de oportunidade de desenvolvimento de novos produtos e serviços direcionados ao cliente. Ainda há pouca análise de gestão de risco e de impacto futuro dessa realidade nas operações. É necessário ficar atento a esses movimentos e os impactos que os mesmos podem causar.
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    A gestão de risco empresarial serve de grande auxílio para prevenir riscos inesperados na organização. Ela auxilia no impacto que os riscos vêm a causar e, portanto, não deve ser deixada de lado, afim de não causar problemas futuros a empresa.
    A publicacão conseguiu demonstrar a importância da gestão de risco? Veja também o post sobre Análise de cenários e planejamento estratégico: se proteja em tempos de incerteza.

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